No mês de Maio/2011, tive o prazer de viajar à trabalho para Região do Vale do Ribeira: Jacupiranga e Iguape-SP. Direcionada por uma amiga e parceira de trabalho, sra. Neuh Santana, parti da minha casa, numa tarde de domingo ensolarada, a fim de desbravar longos 197Km. No caminho, revendo as anotações que faziam parte da bagagem, perdi-me nos pensamentos diversas vezes olhando a paisagem... pois o real propósito dessa viagem, era obter mais informações da família Giglio, uma família que chegou da Itália por volta de 1880, e com os anos, fizeram história em Jacupiranga/Iguape. Os personagens principais dessa trama são: sr. Francisco Giglio e sua esposa Alexandrina Zanone, ambos Italianos, que com muito amor (ou não) tiveram alguns filhos: Floramante, Quirino, Libera, Maria Olivia, José, Domingos, Angelo, Joannina, Leandro, Francisco Junior, Egydio e Salvador. Grande parte dessa história de Nascimentos, Casamentos e Óbitos, estão enraigados no solo de Iguape. Se pudesse voltar 115 anos atrás, descobriria o real motivo que os levaram a essa terra litorânea, mas acredito, que foram atrás de trabalho voltado a agricultura, ao cultivo do arroz que predominava na época. Independente desse motivo, sabemos que essa família Giglio, foi muito distinta por ter posses de terras, serem comerciantes, e no caso do sr Floramante Giglio, ativo na Política de Iguape, sendo por vezes, vereador, prefeito e ainda jornalista. Casou-se com Maria do Carmo Toledo e teve entre outros filhos, Benedita Toledo Giglio (hoje com 94 anos), conhecida como Ditinha, onde tive o prazer de ser recebida em sua residência. Passei alguns minutos ao seu lado ouvindo histórias do pai, dos avós e de uma prima querida sra. Nadir (hoje com 92 anos) a qual também já fiz contato via telefone. Na foto acima, é a estimada sra Ditinha, forte, sábia, inteligente e de uma memória invejável (desejo eu, na idade dela ter essa memória!). Nestes dias que fiquei ausente de minha casa/trabalho, indo até Prefeituras, Cemitérios, Igrejas, Arquivos tanto em Iguape quanto em Jacupiranga, pude ver 2 cidades distintas, ambas simples, contemporâneas, chuvosas ("tomei" muita chuva) e, em alguns momentos com pessoas especiais, senti-me totalmente acolhida, amada e em outros, senti-me um pouco de rejeitada. Meu trabalho de pesquisadora é assim, para algumas pessoas, eu trago o passado a tona de forma especial, relembrando aqueles tempos que não voltam mais, com uma pitada de Saudade, porém, para outras pessoas, fui e sou um tormento! Sou aquela que desejo ver os documentos/arquivos antigos, sim, quero entrar e vasculhar aqueles lugares empoeirados onde os papéis amarelados estão corroídos pelas traças, e as letras são praticamente ilegíveis, mas é ali que trago alguns sonhos a realidade, sonhos que para os descendentes da Família Giglio, é de obterem seu Reconhecimento de Cidadão Italiano. Assim acredito nesse meu trabalho, sinto que é um dom, pois faço com amor e não causa dano algum. Pois bem, mesmo hoje, longe da terra onde remonta a trajetória dessa família, continuo com contatos para obter mais informações. Se você já leu ou ouviu algo sobre este sobrenome, entre em contato, será um imenso prazer compartilhar informações e agregar outras.
"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado." Roberto Shinyashiki
Conte Comigo, Francyne Galetto.
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Cidadania Italiana,
Um PoUco de TuDo.
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